22/11/2021

5 dicas para utilizar antibióticos corretamente

A Organização Mundial da Saúde (OMS) promove, de 18 a 24 de novembro, a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antibióticos. Essa campanha é realizada todos os anos e visa promover uma sensibilização sobre a importância do uso racional desses medicamentos.

 

A descoberta do antibiótico revolucionou a história da medicina, já que anteriormente muitas pessoas morriam em decorrência de diversos tipos de infecções. Atualmente, porém, o uso indiscriminado desses medicamentos vem gerando um grave problema no mundo todo.

 

De acordo com especialistas, o uso indevido ou em excesso de antibióticos é responsável por uma das maiores preocupações globais em saúde pública: a resistência antimicrobiana, que provoca alterações genéticas em  bactérias, fungos, vírus e parasitas que os tornam  resistentes aos medicamentos usados para combatê-los.

 

A consequência disso é que inúmeras doenças que hoje são tratadas com antibióticos correm o risco de se tornarem intratáveis, podendo, inclusive, provocar a morte de pacientes. 

A OMS estima que até 2050, as infecções por microrganismos resistentes podem causar a morte de cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo. Países emergentes, como o Brasil, poderão ser os mais atingidos pelos aumentos no número de casos. 

Por isso, é muito importante que a população esteja consciente dos malefícios que o uso abusivo e inadequado dos antibióticos pode causar. Para ajudar nesta missão, listamos, a seguir, 5 dicas para utilizar antibióticos corretamente. Não perca esse conteúdo! 

  • Use antibióticos apenas quando prescrito por um médico ou dentista

A automedicação é uma prática perigosa e bastante frequente. Além da resistência antimicrobiana, um dos equívocos mais comuns é o uso dessa medicação para tratar infecções que não são bacterianas, mas sim virais, como gripes e resfriados. Nesses casos, o remédio acaba não funcionando, pois ele não age contra vírus.

 

  • Use a dose prescrita e nos horários corretos 

Quando o médico ou dentista recomenda um antibiótico, o paciente deve sair do consultório sabendo a posologia do receituário e a forma correta de usar o medicamento, sem qualquer dúvida sobre o assunto. Também é importante saber dos riscos oferecidos pelo uso concomitante com álcool, redução de efeito de outras medicações já em uso contínuo e possíveis efeitos colaterais. Vale lembrar que usar doses maiores não acelera a cura.

 

  • Complete todo o ciclo de antibióticos

É muito importante completar o ciclo de antibióticos, conforme prescrito, mesmo que a pessoa esteja se sentindo melhor, para garantir que todas as bactérias sejam eliminadas.

Com a tomada das primeiras doses, as bactérias mais frágeis começam a ser eliminadas e os sintomas melhoram. Se o paciente suspende o uso, as bactérias mais fortes que continuam vivas começam a se multiplicar novamente e os sintomas reaparecem. 

 

  • Não use antibióticos fora do prazo de validade

Remédios vencidos podem não fazer efeito e causar resistência bacteriana. O Food and Drug Administration (FDA), a agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos, indica que certos medicamentos vencidos correm o risco de estimular a produção de bactérias e os antibióticos com potência reduzida podem não atacar as infecções, desencadeando doenças mais graves e aumentando a resistência ao remédio.

 

  • Armazene os antibióticos conforme as orientações da bula 

A orientação geral sobre o armazenamento de antibióticos é a conservação em local fresco e seco, temperatura ambiente entre 15 e 30º C, ou seja, ao abrigo da luz, calor e umidade. Alguns antibióticos, porém, requerem cuidados de armazenamento adicionais, como por exemplo, a conservação em geladeira. Portanto, respeitar as informações da bula e as orientações médicas é essencial.

 

Diante dessas informações, agora você já sabe que o uso de antibióticos precisa acontecer com orientação de profissionais da saúde, seguindo todas as recomendações. O uso consciente de antibióticos não é apenas um compromisso com a própria saúde, mas com o bem-estar geral, já que todas as pessoas podem ser afetadas por condutas que envolvam o abuso de remédios.

 

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