06/01/2021

5 coisas que você deveria saber sobre a hanseníase

No calendário colorido da saúde, o Janeiro Roxo promove a conscientização sobre a hanseníase, antigamente conhecida como lepra. A doença é crônica e ataca principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo levar à incapacidade física.

A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae – ou bacilo de Hansen –, e foi identificada em 1873 pelo cientista Armauer Hansen.

Porém, há registros de casos há mais de 4.000 anos, na China, no Egito e na Índia. Apesar de ser uma das doenças mais antigas e do Brasil ser o segundo país com mais casos no mundo, a hanseníase ainda é rodeada de mitos.

A seguir, vamos listar 5 coisas que você deveria saber sobre a hanseníase.

  1. Os sintomas podem ser discretos

A hanseníase pode se apresentar com manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras. Às vezes, são pouco visíveis e com limites imprecisos. Os infectados também podem apresentar  alteração da sensibilidade no local junto com perda de pelos e ausência de transpiração.

Se o nervo de uma área é afetado, a hanseníase provoca dormência, perda de tônus muscular, sensação de choque e retrações dos dedos, evoluindo para incapacidades físicas. Nas fases agudas, podem aparecer caroços e inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés.

  1. Não é fácil diagnosticar a doença

A Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) aponta que menos de 50% dos casos são identificados por exames de laboratório. Por isso, tanto a entidade quanto o Ministério da Saúde indicam o exame clínico como a forma mais segura de identificação da doença.

O exame clínico inclui palpação de nervos, observação da pele e testes de sensibilidade. Também podem ser feitos outros exames, como biópsia, baciloscopia e eletroneuromiografia.

A doença leva de cinco a dez anos para se manifestar e, se demorar para ser diagnosticada, pode provocar sequelas irreversíveis, como garras de mãos, pés caídos, paralisia facial, úlceras em pernas e pés, e podem atingir órgãos internos.

  1. A hanseníase pode ser prevenida

Ter hábitos saudáveis e alimentação adequada, evitar o álcool e praticar atividade física, além de manter boas condições de higiene, são ações que contribuem para a prevenção da hanseníase.

Porém, as melhores formas de prevenção ainda são o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, assim como o exame clínico e a indicação de vacina BCG para melhorar a resposta imunológica dos contatos do paciente.

  1. Existe uma rede de contatos da doença

A transmissão da bactéria ocorre por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente que não está em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz.

Por isso, o programa de controle da hanseníase é voltado também para os familiares do paciente, que são chamados de contatos. Desta forma, a cadeia de transmissão é fechada por meio de um programa de vigilância anual.

A maioria da população, porém, tem resistência parcial à hanseníase e nem todas as formas clínicas transmitem, apenas as mais graves.

  1. Há cura para a hanseníase

O tratamento para a hanseníase é eficaz e cura. Hoje, a poliquimioterapia (PQT), fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), proporciona a cura para a maioria dos pacientes, entre seis e 12 meses após o início do tratamento. Em casos especiais, esse período pode ser prorrogado ou a medicação substituída.

Após a primeira dose da medicação, não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver com outras pessoas.

Vale ressaltar que mesmo depois de passar pelo tratamento, é possível que o paciente continue sofrendo com problemas neurológicos. Por isso, quem teve hanseníase deve seguir com acompanhamento médico por, no mínimo, dez anos depois de ser considerado curado.

Agora que você já sabe mais sobre a hanseníase, pode ajudar a prevenir a doença compartilhando informações sobre ela. Indique essa leitura aos seus amigos por meio das redes sociais!

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