Superando os desafios na luta contra o câncer de próstata

Um assunto tão delicado quanto importante A campanha Novembro Azul existe para alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina, conscientizando principalmente sobre o câncer de próstata. O movimento teve origem em 2003 na Austrália e se espalhou pelo mundo. É um estímulo para os homens a derrubarem o tabu que gira em torno do assunto para que possam cuidar do que realmente importa: sua saúde. Atenção: este artigo não pretende substituir uma consulta médica. Procure sempre um especialista     “Atualmente cerca de 20% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, embora nas últimas décadas tenha havido declínio, principalmente por causa políticas de rastreamento da doença e da maior conscientização da população masculina. O tabu masculino ainda existe, mas diminuiu e muito com essas políticas, o que facilita o diagnóstico precoce e dá ao homem a chance de se curar da doença!” Dr. Marcelo Denilson Baptistussi - Urologista - CRM 63.70 Números do câncer de próstata Segundo o INCA: > 1 em cada 6 homens terá câncer de próstata > É o segundo câncer que mais mata homens no Brasil > Mais de 65 mil novos casos de câncer por ano > Descoberta precocemente, a doença tem 90% de chances de cura   O que é a próstata? É uma pequena glândula do sistema reprodutor masculino que fica abaixo da bexiga, envolvendo o início da uretra, tubo por onde a urina é eliminada. Sua função está ligada à produção do sêmen, líquido que nutre e protege os espermatozoides. Como acontece o câncer de próstata? O câncer é a multiplicação desordenada das células da próstata. Na maioria dos casos, os tumores crescem de maneira tão lenta que demora para o homem perceber. Porém, alguns tumores podem crescer rapidamente, ultrapassando os limites da próstata. Na fase avançada, pode afetar outros órgãos como ossos, gânglios e pulmões, chegando até a levar à morte. Fatores de risco > Histórico familiar: pai ou irmão com câncer de próstata > Idade: a maioria dos casos são observados em homens acima de 65 anos > Etnia: negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer > Peso e estilo de vida: obesidade, falta de alimentação saudável e sedentarismo são vilões Sintomas No estágio inicial do câncer de próstata, muitos pacientes não apresentam sintomas ou, no máximo, têm dificuldade de urinar e vontade de urinar com frequência. Na maior parte dos casos esses sintomas não são causados por câncer, mas é sempre indicada a avaliação médica. Já na fase avançada os principais sintomas são: dor óssea, sangue na urina, sangue no sêmen, podendo evoluir para infecção generalizada ou insuficiência renal. Prevenção Como na fase inicial o câncer de próstata é uma doença silenciosa, muitos homens desenvolvem o tumor sem saberem. O problema é que justamente nessa fase as chances de cura são em torno de 90%, por isso que o diagnóstico precoce é a única forma eficaz de combater o câncer de próstata. Então a regra é clara: homens a partir dos 45 anos com fatores de risco ou 50 anos em geral devem ir ao urologista para fazer os  exames preventivos. Outras atitudes que reduzem os fatores de risco: > Praticar exercícios físicos > Manter o peso sob controle > Ter uma dieta saudável > Evitar bebida alcoólica > Consultar o médico regularmente Diagnóstico O diagnóstico é feito pelo urologista. De maneira geral, primeiramente o médico pede 2 tipos de exames: > Exame de toque retal Permite ao médico avaliar o tamanho, forma e textura da próstata, detectando possíveis alterações como nódulos e endurecimento. É um procedimento simples e rápido! > Exame PSA (antígeno prostático específico) Realizado com a coleta de sangue, avalia a dosagem do antígeno no organismo. Depois disso, o médico pode pedir a biópsia e outros exames para confirmar o diagnóstico. Tratamento Atualmente, existe uma gama enorme de tratamentos para o câncer de próstata. Dependendo do estágio da doença e de outros fatores individuais do paciente, o médico irá orientar a melhor conduta. Veja os procedimentos mais utilizados: 1) Conduta expectante 2) Cirurgia 3) Radioterapia (IMRT, braquiterapia) 4) US focal de alta intensidade 5) Hormonioterapia 6) Imunoterapia 7) Quimioterapia Em geral, os tratamentos são realizados separadamente, mas em alguns casos pode-se fazer a combinação. Lembrando mais uma vez que quanto antes o diagnóstico for feito, mais simples é o tratamento e maiores são as chances de cura. “O tratamento é multidisciplinar e envolve urologista, oncologista, radio-oncologista, nutricionistas , enfermeiros, fisioterapeutas, linfoterapeutas, psicólogos e outros profissionais da área da saúde" Dr. Marcelo Denilson Baptistussi - Urologista - CRM 63.701 Derrubando tabus Em nossa sociedade, existem aspectos culturais que atrapalham muito o diagnóstico e controle de doenças que atingem os homens, principalmente do câncer de próstata. Para início de conversa, de maneira geral, o homem cuida pouco da saúde, com a desculpa de falta de tempo ou esquecimento. Ele tem a tendência de achar que é sinal de fraqueza ir ao médico. Outro aspecto cultural que dificulta muito a prevenção do câncer de próstata é o machismo. Existe um verdadeiro tabu em torno do exame de toque, muitas vezes relacionado à perda de virilidade. Além disso não fazer sentido, ao contrário do que muitos imaginam, o exame retal é extremamente rápido (geralmente menos de 10 segundos), realizado no próprio consultório médico. E quando o diagnóstico é confirmado, muitos homens acabam se isolando e tendo problemas de autoestima, o que pode evoluir para uma depressão. Por isso, é muito importante contar com apoio emocional durante o tratamento, principalmente quando o homem precisa se afastar das atividades de trabalho. Está mais do que na hora de trocar velhas desculpas e preconceitos por atitudes conscientes. É preciso que homens a partir de 50 anos (ou 45 anos, se tiverem fatores de risco) procurem um urologista para conversar sobre os exames preventivos. Afinal, é a sua saúde que está em jogo!  

Porque você deve dar atenção à Esclerose Múltipla

Em 30 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, uma doença que tem causa desconhecida, mas envolve uma reação autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca contra os próprios tecidos do corpo. Esse ataque alcança a camada protetora que envolve os neurônios, chamada mielina, e atrapalha o envio dos comandos do cérebro para o resto do corpo, atingindo, além do cérebro, os nervos ópticos e a medula espinhal.  Mais de dois milhões de pessoas apresentam esclerose múltipla no mundo, sendo a maioria jovens, entre 20 e 40 anos, principalmente mulheres. No Brasil, estima-se uma média de 15 casos da doença por 100 mil habitantes.  Quer saber mais sobre a doença? Continue acompanhando esse conteúdo e entenda por que você deve dar atenção à esclerose múltipla. Fatores de risco A causa da esclerose múltipla é desconhecida, mas estudos indicam que as pessoas são expostas a um vírus ou a alguma substância desconhecida que, de alguma maneira, aciona o sistema imunológico para atacar os tecidos do próprio corpo. Entre os fatores de risco da esclerose múltipla existem alguns que são genéticos, mas os fatores ambientais também podem contribuir para o desenvolvimento da doença, tais como: infecções virais, baixos níveis de vitamina D, exposição a solventes orgânicos, tabagismo e obesidade.  A adolescência é considerada a fase de maior vulnerabilidade a esses fatores ambientais. Sintomas Os sintomas variam de acordo com a pessoa, o momento, e o estágio da doença, dependendo das fibras nervosas atacadas.  Os principais sintomas iniciais são: fadiga, dificuldade para andar, dificuldade de equilíbrio e de coordenação motora, problemas de visão, incontinência ou retenção urinária, dormência ou formigamento em diferentes partes do corpo, rigidez muscular e espasmos, problemas de memória e déficit de atenção. À medida que a doença avança, os movimentos podem se tornar trêmulos, irregulares e ineficazes. As pessoas podem ficar parcial ou completamente paralisadas, a linguagem pode ficar lenta, as respostas emocionais ficam descontroladas, entre outras alterações. A esclerose múltipla é capaz de avançar e retroceder de forma imprevisível. Assim, os sinais e sintomas da doença podem aparecer e desaparecer periodicamente ou piorar de forma progressiva.  Diagnóstico O diagnóstico da esclerose múltipla é feito por meio de avaliação clínica – o médico analisa os estímulos do sistema nervoso por meio de um teste físico –, exame de ressonância magnética e, em alguns casos, testes adicionais. Tratamento Não há cura para a esclerose múltipla, mas existe tratamento e apenas o médico é capaz de definir o tipo mais adequado para cada pessoa. Muitas vezes, o tratamento inclui o uso de corticoides ou medicamentos para controle do sistema imunológico, mas a prática de exercícios físicos e a fisioterapia também podem amenizar os sintomas da doença. Há, ainda, outros tratamentos disponíveis e em estudo, além de recomendações específicas para controlar cada sintoma. Independente do tratamento indicado pelo médico, quanto antes ele for iniciado, mais qualidade de vida a pessoa pode ter.  A menos que a esclerose múltipla seja muito grave, o tempo de vida do paciente geralmente não é afetado. Quase a metade dos portadores da doença não precisa interromper as atividades normais. Na maioria dos casos, as pessoas com esclerose múltipla têm períodos de saúde relativamente boa, alternando com períodos de piora nos sintomas, que podem ser moderados ou debilitantes. Desta forma, a doença tende a piorar lentamente ao longo do tempo. Agora que você já sabe mais sobre a esclerose múltipla, pode ficar mais atento aos sinais da doença. Você também pode ajudar outras pessoas com essas informações. Compartilhe esse conteúdo nas suas redes sociais! 

As 5 principais doenças do trato urinário

O sistema urinário – também chamado de trato urinário – é formado por um conjunto de órgãos que produzem e eliminam a urina. Desta forma, mantêm o equilíbrio interno do corpo, filtrando o sangue e eliminando as toxinas. Os órgãos que fazem parte desse sistema são: os rins, a bexiga, os ureteres e a uretra. Cada um tem a sua função e, diante de qualquer problema em algum deles, o sistema pode ser afetado, provocando doenças.  Existem vários distúrbios que acometem o trato urinário do homem e da mulher, podendo afetar todo o funcionamento do organismo. Algumas são mais comuns e acontecem com mais frequência. Vamos conhecê-las? Infecção urinária É a mais comum entre as doenças do trato urinário e pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, embora seja mais comum nas mulheres.  Pode surgir por conta de um desequilíbrio dos micro-organismos que habitam a região genital, causado principalmente por estresse, má alimentação, relação sexual sem proteção, higiene inadequada, entre outros fatores. Dependendo da estrutura atingida, a infecção urinária pode ser classificada em três tipos: - Cistite: ocorre quando a bexiga é atingida por micro-organismos, causando urina turva, dor abdominal, febre baixa e sensação de queimação ao urinar. - Uretrite: ocorre quando a uretra é atingida por fungos ou bactérias, causando inflamação. Nesse caso, os sintomas mais comuns envolvem vontade frequente de urinar, dor ou ardência e corrimento amarelo. - Nefrite: é o tipo mais grave e ocorre quando os rins são atacados pelo agente infeccioso. A inflamação ocasiona sintomas como vontade urgente de urinar, mas em pequena quantidade, urina turva, presença de sangue na urina, dor abdominal e febre. Incontinência urinária É caracterizada pela perda involuntária da urina, devido ao aumento da pressão na bexiga ou alterações nas estruturas musculares que sustentam o assoalho pélvico. Também pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres, independente da idade, mas é mais comum nas mulheres, principalmente na gravidez e na menopausa. Pode se manifestar de duas maneiras:  - Incontinência urinária de urgência: quando a vontade repentina de urinar surge durante atividades cotidianas e a pessoa perde urina antes mesmo de chegar ao banheiro. - Incontinência urinária por esforço: quando a pessoa urina ao tossir, rir, espirrar ou fazer exercícios, por exemplo.  Cálculos renais Popularmente chamados de pedra nos rins, os cálculos surgem de forma repentina e sua formação está relacionada a fatores genéticos e hábitos de vida, como baixo consumo de água, alimentação desequilibrada e falta de atividade física. Os cálculos renais podem ser eliminados pela urina ou ficar presos na uretra, causando dor, principalmente na região lombar, e presença de sangue na urina.  Insuficiência renal Ocorre quando os rins têm dificuldade de filtrar o sangue corretamente, então, não conseguem eliminar as substâncias prejudiciais para o organismo, que ficam acumuladas no sangue e podem ocasionar uma série de doenças. Entre os principais problemas que podem resultar da insuficiência renal, estão o aumento da pressão arterial e a acidose sanguínea, que leva ao aparecimento de sintomas como falta de ar, palpitações e desorientação, por exemplo. Doença renal crônica É a perda progressiva da função do rim. Geralmente, os sintomas surgem quando a doença já está em fase mais avançada. Os sinais mais comuns são: inchaço nos pés, fraqueza, urina com espuma, coceira no corpo, cãibras e perda do apetite sem causa aparente.  A doença renal crônica é mais frequente em pessoas idosas, hipertensas, diabéticas ou com histórico da doença na família. Essas são as 5 principais doenças do trato urinário, mas alguns tipos de câncer também podem afetar o sistema, como, por exemplo, o câncer de bexiga e dos rins. Como os sintomas podem ser parecidos com os de outras doenças do trato urinário, é preciso ter atenção. Diante de qualquer sinal, é importante consultar um médico urologista ou nefrologista. Fazendo o acompanhamento adequado, a doença é tratada e não há avanço da infecção para outros órgãos.  Você já conhecia as doenças do trato urinário? Esse conteúdo foi útil para você? Compartilhe nas suas redes sociais. Ele pode ser interessante para seus amigos também!  

Mitos e verdades sobre a gestação

A gestação é um período que envolve muitas transformações, descobertas e aprendizados. Em um misto de encantamento e incertezas, a gestante busca informações para atravessar essa fase da melhor maneira possível. É muito comum que, principalmente as mães de primeira viagem, recebam conselhos e orientações de todos os tipos. Porém, nem todos são verdadeiros ou eficazes. Por isso, o acompanhamento de um obstetra é tão importante. Considerando que cada gestação é única, as orientações também devem ser individualizadas, mas há algumas crenças que devem ser desmistificadas e realidades que precisam ser conhecidas.  Portanto, reunimos, a seguir, alguns mitos e verdades sobre a gestação. Não deixe de acompanhar! O primeiro trimestre da gravidez é o mais delicado: verdade Os órgãos do feto são formados nos primeiros três meses de gestação, então, nesse período, há maior risco de doenças ligadas a alterações genéticas. Por conta de malformações do embrião, cerca de 10% a 15% das mulheres sofrem aborto espontâneo, portanto, esse período exige cuidados ainda mais intensos. A gestante deve comer por dois: mito Durante a gestação, a mulher não deve seguir uma dieta restritiva, mas sim manter uma alimentação saudável tanto para ela quanto para o bebê. Isso, porém, não quer dizer que ela precisa dobrar a quantidade de comida. Se aumentar excessivamente o consumo de alimentos, a gestante ganha mais peso do que o recomendado, possibilitando uma série de riscos para ela e o bebê. Mulher grávida não pode ingerir bebida alcoólica: verdade Não existe dose segura de álcool a ser consumida na gestação. Há diversos estudos que mostram os efeitos negativos do consumo de álcool, mesmo em doses pequenas, por isso, nada de bebidas alcoólicas durante a gravidez. Grávida não deve fazer ginástica: mito As mulheres habituadas às atividades físicas e com uma gestação sem intercorrências podem manter a rotina de exercícios, principalmente os de baixo impacto. Exercícios mais pesados e de alto impacto devem ser evitados por conta dos riscos de quedas ou choques, assim como aqueles que deixam a gestante ofegante porque, durante a gravidez, o corpo precisa de mais oxigênio. Gestantes podem fazer sexo: verdade O bebê não será incomodado durante o sexo porque ele fica dentro do útero, em uma bolsa de líquido amniótico e protegido pelo colo do útero, sem qualquer risco de ser atingido. Portanto, se a gravidez segue sem intercorrências, o sexo pode ser praticado em qualquer fase. Em gestações mais avançadas, a barriga pode dificultar algumas posições, mas não há impedimento para o sexo. O formato da barriga indica o sexo do bebê: mito O formato depende da posição do bebê, da posição da placenta, da quantidade de líquido amniótico e também da silhueta que a mulher tinha antes de engravidar e das características dos ossos da bacia. O sexo do bebê não interfere no formato da barriga. Fatores hereditários merecem atenção na gestação: verdade A diabetes gestacional, caracterizada pelo aumento do nível de açúcar no sangue, por exemplo, é um distúrbio comum entre as grávidas, que pode levar a futuros problemas de saúde tanto para a mãe quanto para o bebê. A hipertensão gestacional e a depressão, entre outras doenças, merecem o mesmo alerta. Mulher grávida não pode viajar de avião: mito Em viagens longas, mulheres grávidas podem sentir alguns desconfortos, como náuseas, pernas inchadas, nariz e ouvidos tampados. Porém, não há evidências de que mudanças na pressão, na umidade do ar ou aumento da radiação, proporcionados pelo voo, tenham algum efeito sobre a gestante ou o bebê. Dependendo da condição de saúde da gestante, o obstetra pode fazer alguma orientação especial. Portanto, diante de qualquer dúvida ou situação fora da rotina, a melhor atitude é consultar o médico obstetra para receber orientações adequadas a essa fase e à individualidade de cada gestante. Você está grávida ou conhece alguma mulher nesta condição? Em 15 de agosto é celebrado o Dia da Gestante. Aproveite a oportunidade para compartilhar esse conteúdo com quem está passando por esta fase!  

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